Um bom poeta parte da sua dor para despertar amor nas pessoas.
O sentimento vazio em si preenche espaços abertos nos outros.
Qual me diz jamais ter parido antes de redigir seu texto?
E o medo? A leitura o leva, junto com as mãos que folheiam as páginas.
São lágrimas derramadas, uma vez que se foram, impossível seu retorno.
Outrora mais cristais que saem do coração escorrerão dos olhos, mas não os mesmos.
São cristais raros... Cada qual com seu valor, com sua história.
E a origem? Pode ser a mesma, mas nunca igual. Nunca!
Essa máquina que bombeia o sangue, leva consigo a vida, o oxigênio, por toda a extensão do mecanismo.
Alimentando todos, para que funcionem corretamente.
Após um círcuito longo, porém rápido, esse combustível retorna a sua origem.
Mas não é o mesmo.
É semelhante. Mas não o mesmo.
O processo eficaz e inexplicável da vida fabrica os cristais mágicos.
O filósofo afirma o eterno retorno das coisas.
Concordo. Discordo.
O círculo faz com que tudo volte a sua origem, porém transformado.
Nada é a mesma coisa para sempre.
Contudo deve-se apreciar cada ida. Cada volta.
Jamais o Sol se põe da mesma maneira. Por não cansamos em prestigiar seu renascer.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
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